30/07/2009

Micro-eólica carrega baterias em movimento


Um novo sistema de carregamento portátil de baterias de pequenos aparelhos electrónicos possui uma micro-turbina eólica integrada que gera electricidade através da corrente de ar provocada pela deslocação de desportistas, de transeuntes ou de veículos.

O HYmini assemelha-se a uma ventoinha portátil e pode ser preso com fitas de velcro ao guiador de bicicletas, às pernas e braços de indivíduos, ou aproveitar o vento provocado por automóveis e outros veículos motorizados.

O dispositivo possui uma bateria de ião-lítio com uma carga de 1200 miliamperes-hora se a turbina for mantida a uma velocidade média de 15 km/h. A bateria pode ser igualmente carregada através de uma ligação USB ou ligada a uma painel solar portátil.

Este aparelho carrega iPods, leitores de MP3, telemóveis, PDAs e câmaras digitais. Cerca de 20 minutos de carga permitem quatro minutos de conversação num telemóvel 3G, 30 minutos de utilização de um PDA, 20 fotos com uma câmara digital, ou 30 minutos de reprodução de música num iPod.

Gerador electrónico da Exro promete aumentar o rendimento das turbinas

A Exro Technologies desenvolveu um tipo de gerador com capacidade para aumentar em 50% a geração eléctrica de turbinas eólicas e reduzir o seu custo de produção por meio da gestão electrónica da variabilidade do vento.

O novo dispositivo possui um sistema de transmissão electrónica em vez do convencional sistema mecânico, o que permite aumentar o leque de velocidades do vento com as quais funciona de forma eficiente. O efeito das rajadas súbitas pode também ser anulado mais facilmente. Embora o ângulo das hélices das turbinas continue a precisar de ser ajustado a velocidades de vento muito elevadas, o gerador consegue também aumentar o rendimento nestas condições.

O chefe do departamento de tecnologia da Exro, Jonathan Ritchey, afirma que o gerador permite aumentar em 50% a produção anual de aerogeradores convencionais em virtude do seu funcionamento mais eficaz. A energia gerada pode mesmo duplicar, dependendo da localização do aerogerador. Para além disso, por não precisar de transmissão, tem um menor custo de produção e de manutenção.

Os geradores das turbinas eólicas possuem inconvenientes em relação a geradores de centrais térmicas onde o fluxo de combustível pode ser regulado e contínuo. A irregularidade do vento desce a eficiência dos aerogeradores, que requerem a instalação de transmissões mecânicas geralmente dispendiosas e sujeitas a uma grande manutenção.

O gerador funciona segundo o mesmo princípio dos geradores tradicionais. Possui ímanes agarrados a um eixo giratório que gera corrente eléctrica quando se move no interior de várias bobinas fixas de fios de cobre. No modelo da Exro estas bobinas podem no entanto ser individualmente ligadas ou desligadas por meio de interruptores electrónicos. Quando o vento sopra pouco estão apenas ligadas algumas das bobinas, evitando que se gere uma resistência causada pelo campo magnético. Por outro lado, quando o vento sopra muito são ligadas mais bobinas de modo a converter mais energia mecânica em electricidade.

Uma outra parte deste gerador torna-o mais receptivo às mudanças da velocidade do que geradores convencionais: A captação de grandes quantidades de energia eléctrica requer muitas bobinas, que têm de ser dispostas dentro de um gerador com um grande diâmetro. Isto implica que o rotor no seu interior seja também maior, tornando o seu movimento mais difícil devido à inércia. Alternativamente, o gerador da Exro distribui as bobinas entre vários geradores de pequeno diâmetro ao longo do comprimento do eixo. A redução dos diâmetros torna mais fácil a mudança de velocidades de rotação. Assim, são ligados apenas os “subgeradores” adequados à velocidade do vento.

29/07/2009

Construir aerogerador de 100W

Este circuito baseia-se num motor de 220 VDC, 5A usado nas passadeiras rolantes de ginástica, pode usar um outro qualquer motor de corrente contínua procedendo aos ajustes necessários para se adaptar ás pás da turbina. Pode usar um qualquer outro motor desde que debite pelo menos 1 Volt


Aerogerador doméstico 100W - Pás



Ferramentas:



Materiais para o aerogerador:


Montagem

  • Tubo 90Cm, 1" Diâmetro
  • Centro de parabólica 2''

Motor

  • 260 VDC, 5 A Ex: Motor de uma passadeira rolante
  • 30 - 50 Amp Díodos ou ponte rectificadora
  • 2 x 5/16” x ¾” Anilhas
  • 3" X 28 Cm tubo de PVC

Pá de Orientação

  • 1 m2 (aprox) Plástico Rígido ou Metal
  • 2 X ¾" Parafusos auto-roscantes - P.Porco
Lâminas - Pás
  • Tubo de 24" por 8" PVC (se for resistente a UV, não necessita de o pintar)
Preparação
Cortar as Pás - o tubo permite cortar 5x2 pás.
  1. Utilize um tubo de PVC numa superfície lisa e corte tiras rectangulares iguais.
  2. Entre extremos opostos corte em diagonal deixando 30mm até ao vértice.
  3. Verifique a figura




Curvatura das pás e fixação das pás.

Verifique a curvatura das futuras lâminas do gerador.

O ângulo de ataque (leading) edge deve ser arredondado de modo a oferecer menor resistência ao ar, o ângulo de saída (tailing) edge wants deve ser agudo de modo a que o ar possa sair sem dificuldade..

Arestas vivas devem ser removidas



O motor deve ser aparafusado ao apoio central e fixo no tubo de suporte, é importante que o eixo do motor esteja perfeitamente equilibrado em elação ás pás.




Montagem final:




28/07/2009

Grafite pode salvar a indústria solar e dos LCD



O promissor mercado da indústria solar está prestes a conhecer o fim antes de mostrar o seu potencial. A elevada dependência de índio, um material raro, pode agora ser contornada.
Uma equipa de investigadores alemães do Instituto para Investigação de Polímeros Max Planck assegura ter descoberto uma alternativa ao índio para produzir energia solar e painéis LCD.

Estes sectores da indústria estão dependentes do índio, cujas reservas durarão dez anos, segundo os especialistas. Este material é preferencial devido à sua transparência, essencial para emissão e absorção de luz.
Os investigadores alemães asseguram agora que um derivado da grafite pode ser a solução que tantas equipas procuram. Este novo material tem um nível de condução de energia igual ou superior ao do índio, com 80% da sua transparência à luz visível.
Já foi avançado um protótipo que usa uma camada de 10 a 100 nm de espessura, aquecida para retirar vestígios de oxigénio. Se o processo de fabrico deste protótipo for aperfeiçoado, consegue-se uma alternativa para produzir energia solar mais barata e eficiente.
Os cientistas acreditam precisar ainda de cinco a dez anos para esta tecnologia ser aplicada e começar a produzir energias mais limpas e fornecer o suporte adequado aos painéis LCD.

Eólica inspirada nas turbinas de aviões reduz custos de produção para metade


A FloDesign desenvolveu um protótipo de turbina eólica com capacidade para dirigir e acelerar a velocidade do vento através de uma estrutura semelhante a um motor a jacto, o que permite aumentar a sua geração eléctrica e reduzir os custos de produção em 50%.

O novo desenho gera a mesma potência que uma turbina convencional com o dobro do diâmetro, para além de permitir um maior número de unidades num espaço útil mais reduzido.

A parte da frente da turbina assemelha-se à tomada de ar de um motor a jacto. Quando o ar se aproxima da estrutura encontra uma série de lâminas fixas que a encaminham para o seu interior. O vento é então direccionado para outro conjunto de lâminas móveis, o rotor, que converte a sua força em energia mecânica. O invólucro da turbina está desenhado de modo a guiar o ar à saída para uma zona logo atrás dos rotores, criando uma área de baixa pressão que “puxa” mais ar através deles.

A ideia de revestir turbinas eólicas não é recente. No entanto, não foi até ao momento concretizada devido às grandes dimensões dos aerogeradores propostos e ao facto de eles não permitirem suficiente margem de alinhamento em relação à direcção do vento, apenas 3 ou 4º. O novo desenho pode ser aplicado em turbinas mais pequenas e amplia a margem útil de alinhamento para 15 a 20º.

O conceito da turbina permite superar algumas limitações dos aerogeradores típicos nos quais quase metade do ar é forçado a contornar as suas lâminas em vez de passar através delas. Os aerogeradores convencionais capturam um máximo de 59,3% de toda a energia do vento, um valor conhecido como limite de Betz.

A empresa construiu já um pequeno protótipo para testes em túneis de vento. Quer agora desenvolver uma turbina de 10 KW passível de aplicar em condições reais e que deverá estar terminada no final de 2009 ou no início de 2010.

EDP quer turbinas eléctricas flutuantes na costa portuguesa


A EDP assinou um memorando de entendimento para instalar turbinas eólicas flutuantes na costa portuguesa, em zonas com mais de 50 metros de profundidade de água.

A EDP vai avançar com o projecto WindFloat – desenvolvido pela EDP Inovação juntamente com a empresa Principle Power -, que se propõe instalar parques eólicos geradores de electricidade na costa portuguesa.

Este projecto foi concebido pela empresa Marine Innovation & Technology e é detido pela sociedade Principle Power, com sede em Seattle, nos Estados Unidos da América.

A EDP considera que os geradores eólicos e as respectivas bases flutuantes do projecto WindFloat terão características inovadoras, que asseguram maior controlo do movimento das ondas e das turbinas.

Segundo a EDP, a operação será realizada em três fases. “Na primeira fase será construído e instalado um WindFloat para efeitos de demonstração. Segue-se uma fase pré-comercial, em que serão instalados três a cinco equipamentos, e por fim o projecto entrará na fase de exploração comercial”, refere a EDP.

Além da Principle Power e da EDP, este projecto acolherá outros accionistas, a anunciar num futuro próximo.

Siemens instala primeira turbina eólica flutuante do mundo

A Siemens, em parceria com a norueguesa StatoilHydro, instala a primeira turbina eólica flutuante de larga escala do mundo. O equipamento está localizado a 12 quilómetros no Sudeste de Karmony na Noruega, a uma profundidade de cerca de 220 metros. Com conexão à rede local, a previsão é de começar a produzir eletricidade em meados de julho deste ano. Ao longo dos próximos dois anos, a turbina eólica flutuante será testada para fornecer uma análise da aplicação, o que possibilitará novas modalidades de geração de energia offshore no futuro.

Para o projeto, a Siemens ofereceu turbinas eólicas de 2.3 MW com diâmetro de 82 metros e desenvolveu, juntamente com a StatoilHydro, um controle especial para que a turbina possa operar sob as condições de uma estrutura flutuante.

A Siemens é hoje líder no mercado de energia eólica offshore, com mais de 600 MegaWatts instalados em sete projetos e com encomendas de 3,300 MegaWatts.
A energia eólica é uma característica importante do portfolio ambiental da Siemens. Em 2008, as receitas provenientes de produtos e soluções ambientais da companhia foram de aproximadamente 19 biliões de euros, cerca de um quarto das receitas totais Siemens.