28/07/2009

Grafite pode salvar a indústria solar e dos LCD



O promissor mercado da indústria solar está prestes a conhecer o fim antes de mostrar o seu potencial. A elevada dependência de índio, um material raro, pode agora ser contornada.
Uma equipa de investigadores alemães do Instituto para Investigação de Polímeros Max Planck assegura ter descoberto uma alternativa ao índio para produzir energia solar e painéis LCD.

Estes sectores da indústria estão dependentes do índio, cujas reservas durarão dez anos, segundo os especialistas. Este material é preferencial devido à sua transparência, essencial para emissão e absorção de luz.
Os investigadores alemães asseguram agora que um derivado da grafite pode ser a solução que tantas equipas procuram. Este novo material tem um nível de condução de energia igual ou superior ao do índio, com 80% da sua transparência à luz visível.
Já foi avançado um protótipo que usa uma camada de 10 a 100 nm de espessura, aquecida para retirar vestígios de oxigénio. Se o processo de fabrico deste protótipo for aperfeiçoado, consegue-se uma alternativa para produzir energia solar mais barata e eficiente.
Os cientistas acreditam precisar ainda de cinco a dez anos para esta tecnologia ser aplicada e começar a produzir energias mais limpas e fornecer o suporte adequado aos painéis LCD.

Eólica inspirada nas turbinas de aviões reduz custos de produção para metade


A FloDesign desenvolveu um protótipo de turbina eólica com capacidade para dirigir e acelerar a velocidade do vento através de uma estrutura semelhante a um motor a jacto, o que permite aumentar a sua geração eléctrica e reduzir os custos de produção em 50%.

O novo desenho gera a mesma potência que uma turbina convencional com o dobro do diâmetro, para além de permitir um maior número de unidades num espaço útil mais reduzido.

A parte da frente da turbina assemelha-se à tomada de ar de um motor a jacto. Quando o ar se aproxima da estrutura encontra uma série de lâminas fixas que a encaminham para o seu interior. O vento é então direccionado para outro conjunto de lâminas móveis, o rotor, que converte a sua força em energia mecânica. O invólucro da turbina está desenhado de modo a guiar o ar à saída para uma zona logo atrás dos rotores, criando uma área de baixa pressão que “puxa” mais ar através deles.

A ideia de revestir turbinas eólicas não é recente. No entanto, não foi até ao momento concretizada devido às grandes dimensões dos aerogeradores propostos e ao facto de eles não permitirem suficiente margem de alinhamento em relação à direcção do vento, apenas 3 ou 4º. O novo desenho pode ser aplicado em turbinas mais pequenas e amplia a margem útil de alinhamento para 15 a 20º.

O conceito da turbina permite superar algumas limitações dos aerogeradores típicos nos quais quase metade do ar é forçado a contornar as suas lâminas em vez de passar através delas. Os aerogeradores convencionais capturam um máximo de 59,3% de toda a energia do vento, um valor conhecido como limite de Betz.

A empresa construiu já um pequeno protótipo para testes em túneis de vento. Quer agora desenvolver uma turbina de 10 KW passível de aplicar em condições reais e que deverá estar terminada no final de 2009 ou no início de 2010.

EDP quer turbinas eléctricas flutuantes na costa portuguesa


A EDP assinou um memorando de entendimento para instalar turbinas eólicas flutuantes na costa portuguesa, em zonas com mais de 50 metros de profundidade de água.

A EDP vai avançar com o projecto WindFloat – desenvolvido pela EDP Inovação juntamente com a empresa Principle Power -, que se propõe instalar parques eólicos geradores de electricidade na costa portuguesa.

Este projecto foi concebido pela empresa Marine Innovation & Technology e é detido pela sociedade Principle Power, com sede em Seattle, nos Estados Unidos da América.

A EDP considera que os geradores eólicos e as respectivas bases flutuantes do projecto WindFloat terão características inovadoras, que asseguram maior controlo do movimento das ondas e das turbinas.

Segundo a EDP, a operação será realizada em três fases. “Na primeira fase será construído e instalado um WindFloat para efeitos de demonstração. Segue-se uma fase pré-comercial, em que serão instalados três a cinco equipamentos, e por fim o projecto entrará na fase de exploração comercial”, refere a EDP.

Além da Principle Power e da EDP, este projecto acolherá outros accionistas, a anunciar num futuro próximo.

Siemens instala primeira turbina eólica flutuante do mundo

A Siemens, em parceria com a norueguesa StatoilHydro, instala a primeira turbina eólica flutuante de larga escala do mundo. O equipamento está localizado a 12 quilómetros no Sudeste de Karmony na Noruega, a uma profundidade de cerca de 220 metros. Com conexão à rede local, a previsão é de começar a produzir eletricidade em meados de julho deste ano. Ao longo dos próximos dois anos, a turbina eólica flutuante será testada para fornecer uma análise da aplicação, o que possibilitará novas modalidades de geração de energia offshore no futuro.

Para o projeto, a Siemens ofereceu turbinas eólicas de 2.3 MW com diâmetro de 82 metros e desenvolveu, juntamente com a StatoilHydro, um controle especial para que a turbina possa operar sob as condições de uma estrutura flutuante.

A Siemens é hoje líder no mercado de energia eólica offshore, com mais de 600 MegaWatts instalados em sete projetos e com encomendas de 3,300 MegaWatts.
A energia eólica é uma característica importante do portfolio ambiental da Siemens. Em 2008, as receitas provenientes de produtos e soluções ambientais da companhia foram de aproximadamente 19 biliões de euros, cerca de um quarto das receitas totais Siemens.

26/07/2009

Design Sustentável para Susi Q Seniors

No mercado á vários anos, Laguna Beach tem agora a Susi Q Sénior e um Centro Comunitário. O projecto é o culminar do esforço de muitos, é desenhado pela LPA, Inc., construído pela Swinerton Builders, e a gestão ficou a cargo da Griffin Structures Inc. e inclui 8 200 metros quadrados para o Centro Senior e 8.000 metros quadrados para o Centro Comunitário.
As fotos abaixo mostram um lindo, fresco e contemporâneo espaço sustentável e de linhas limpas.
  • Luz natural através de clarabóias e tubos solares
  • Água eficiência através da irrigação por gotejamento
  • Ilhas de arrefecimento no tecto e no parqueamento
  • Utilização de materiais reciclados na construção
  • Reciclagem de 75 por cento dos resíduos da construção.

Há um vídeo em baixo a fornecer informações gerais sobre o projeto e uma explicação do criador do desafio com a problemática local. Com abundante luz natural, concepção limpa e uma série de materiais personalizados, Susi Q Sénior e o Centro Comunitário vão impressionar ...

25/07/2009

Como vai a energia renovável em Portugal

O total da potência instalada a partir de fontes renováveis atingiu 8 538 MW, no final de Abril de 2009.

O acréscimo de potência instalada verificado no final do mês de Abril, relativamente a Março, deveu-se à entrada em funcionamento de oito novas centrais (seis fotovoltaicas, uma minihídrica e uma biomassa sem cogeração) e a um reforço de potência em quatro das centrais eólicas já existentes.

A produção de energia eléctrica a partir de FER continua a crescer, não tão acentuadamente, acompanhando a evolução da sua componente hídrica (59% da potência instalada em 2008). Comparando a produção de Janeiro a Abril de 2009 com a registada em igual período de 2008, verifica-se um acréscimo da produção (6,91 TWh vs 5,14TWh), enquanto a produção hídrica cresce 67%.

A produção de energia eléctrica a partir de FER está concentrada no Norte, principalmente nos distritos de Viana do Castelo,Bragança, Viseu, Coimbra, V.Real, Braga e C.Branco (1060, 1013, 967, 853, 701, 644 e 602 MW).

Excluindo a grande hídrica, Viseu, Coimbra, C.Branco, V.do Castelo, Lisboa, V.Real, Guarda, Leiria, Braga e Santarém são os principais distritos em termos de potência instalada (717, 586, 492, 395, 326, 321, 241, 204, 203 e 158 MW), correspondendo a potência destes dez distritos a 85% do total, em Abril de 2009.

Estamos de Parabéns!

Notícia retirada de http://www.dgge.pt/

24/07/2009

Diferença entre watt e watt/hora







Como vou falar neste blog sobre energias renováveis e estas têm uma grande componente técnica, achei por bem esclarecer alguns dos erros mais comuns que as pessoas cometem.
Uma dessas confusões é a diferença entre o watt e o watt\hora.
A princípio, o termo Watt/hora" pode parecer uma taxa, já que inclui o elemento tempo "por hora". E um Watt, parece representar a quantidade de alguma "coisa". Mas na verdade é ao contrario, um Watt é uma taxa, e um watt/hora é uma quantidade.
O watt é nada mais do que a unidade de potencia e como tal indica se um aparelho tem mais ou menos potencia ou seja uma maior ou menor transferência de energia por unidade de tempo(tecnicamente um joule por segundo).
Já o watt\hora é uma quantidade de energia consumida ou produzida.

Para que se possa entender melhor esta linguagem um pouco complexa vou explicar isto de forma simples dando um exemplo:

  • Um aerogerador varia a sua produção em função da velocidade do vento, tanto pode produzir 2000watt(vento forte) como no segundo a seguir 500watt(vento fraco); como tal o watt representa a energia que o aerogerador esta a produzir naquele instante e que varia segundo a segundo conforme varia a intensidade do vento.
  • Já a quantidade de energia que o aerogerador produziu num dia de trabalho lê-se em watt/hora, se o aerogerador durante 60min esteve a trabalhar sempre a 500Watt, ele ao fim desses 60 min produziu 500watt/hora; mas se durante os primeiros 30min esteve a trabalhar sempre a 500watt e nos 30min seguintes esteve a trabalhar sempre a 1000watt, ele produziu um total de 750watt/hora (250+500).
Assim podemos concluir que o watt/hora é uma quantidade de energia, como se fosse um "litro de energia". Enquanto que o watt é a potencia ou seja o "caudal de litros por segundo".